segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O lado inglês da Apple



A Apple não é inglesa, mas alguns dos últimos lançamentos da empresa parecem (como os ingleses) andar na contramão. O smartphone mais desejado do mundo, o IPhone, confesso, tem tudo aquilo que as pessoas querem de um celular. Câmera, e-mail, internet, touch screen, entre outras funções, marcam presença no aparelhinho. O que mata é saber que sua câmera tem apenas 2.0 megapixels e que não pode gravar vídeos. Sua internet não acessa sites com Flash - simplesmente, uma das ferramentas mais usadas na web, seu teclado QWERTY é ruim para digitar.... Tudo bem, podem falar o que quiser, mas tudo mundo quer um Iphone.
Agora, o mais recente produto da Apple, o Macbook Air, o notebook mais fino do mundo, esse sim, parece estar totalmente perdido no atual cenário de laptops. Concordam que hoje buscamos uma máquina com a melhor configuração possível,o menor peso e o preço mais em conta? Pois é, o MacBook Air só é leve. Sua configuração, com excessão do seu processador (que é bom, mas ainda poderia ser melhor) não trás nenhuma grande revolução e o aparelho não tem nem driver embutido, tem apenas três entradas (para fone de ouvido, USB 2.0, e mini-DVI), além de não contar com Ethernet. Além de outros problemas, como o da bateria selada que só sai com o auxílio de um funcinário licenciado pela Apple, o Macbook Air é muito mais caro do que a grandíssima maioria dos laptops vendidos hoje no mundo.

Steve Jobs e sua grande maçã são idolatrados por uma legião de admiradores em todas as partes do mundo. Mas ele deve sofrer de alguma síndrome do "não estou nem aí para o mercado" para lançar produtos tão inovadores mas que deixam tanto a desejar em alguns pontos.

ZZZzzzZZZzzz....